quarta-feira, 3 de setembro de 2008

À beira de um precipício só há uma maneira de seguir em frente: é dar um passo atrás
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(não sei quem é que disse isto, e tu?)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Não é aos saltos que se sobe uma montanha, mas a passos lentos
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(São Gregório Magno)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água
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(Thomas Fuller)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

e ao nascer do sol, sabe bem, ser de mais ninguém
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(Santos e Pecadores in : lua cheia)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Todos imos embarcados na mesma nau, que é a vida, e todos navegamos com o mesmo vento, que é o tempo
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(António Vieira)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

eu escrevi : preciso de uma frase para ilustrar esta foto, deixe aqui a sua!
e as sugestões que me chegaram foram as seguintes:
Alexandre Pastor disse : um bom garfo é capaz de tudo
Carlos Ribeiro disse : para que não haja fome na terra nem no mar

sábado, 26 de julho de 2008

Mais vale carinho de mãe que leite de ama
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(Provérbio popular)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Que nunca caiam as pontes entre nós...
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma nuvem sobre a alma cobre e descobre muito mais a terra, do que uma nuvem no horizonte
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(Alphonse de Lamartine)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

muito lenta, vagarosa, e sem pressa, de passar, passa a noite, misteriosa, neste bar
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terça-feira, 8 de julho de 2008

Já não tenho luz que seja guia, nem farol que aponte aonde estou
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Um homem feliz é como um barco que navega com vento favorável
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(Provérbio chinês)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Eles não sabem, nem sonham, Que o sonho comanda a vida, Que sempre que um homem sonha O mundo pula e avança Como bola colorida Entre as mãos de uma criança.
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(António Gedeão)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim.
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segunda-feira, 21 de abril de 2008


Aniversário
 
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,  
Eu era feliz e ninguém estava morto.  
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,   
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,  
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,   
De ser inteligente para entre a família,  
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.  
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.  
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida. 

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,  
O que fui de coração e parentesco.  
O que fui de serões de meia-província,  
O que fui de amarem-me e eu ser menino,  
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...  
A que distância!...  
(Nem o acho... )  
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos! 

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,   
Pondo grelado nas paredes...  
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),  
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,   
É terem morrido todos,  
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio... 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...  
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!  
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,  
Por uma viagem metafísica e carnal,  
Com uma dualidade de eu para mim...  
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes! 

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...  
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,  
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,  
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,   
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .  
   
Pára, meu coração!  
Não penses!  Deixa o pensar na cabeça!   
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!    
Hoje já não faço anos.  
Duro.  
Somam-se-me dias.  
Serei velho quando o for.  
Mais nada.  
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ... 

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos

sábado, 15 de março de 2008

Recebi o teu bilhete para ir ter ao jardim
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quinta-feira, 6 de março de 2008

Quem nunca saiu de Lisboa viaja no infinito no carro até Benfica, e, se um dia vai a Sintra, sente que viajou até Marte
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(Fernando Pessoa in Livro do desassossego)

domingo, 2 de março de 2008

O homem não vive de outra coisa a não ser de religião ou de ilusões
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(Giacomo Leopardi)

sábado, 1 de março de 2008

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho
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(Ramalho Ortigão)