segunda-feira, 11 de junho de 2007

Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de tua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.

(Provérbio chinês)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Onde não falta vontade existe sempre um caminho.

(in O Senhor dos Anéis)

terça-feira, 5 de junho de 2007

O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.

(Willian George Ward)


sexta-feira, 1 de junho de 2007

Por que nos contentamos com viver rastejando, quando sentimos o desejo de voar?

(Hellen Keller)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.

(Martin Luther King)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...

(Saint-Exupéry)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova.

(Miguel Torga)

domingo, 27 de maio de 2007

Pior do que não ter nada para vestir, é não ter ninguém para despir...

autor desconhecido

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.

Séneca

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Perdi a minha gota de orvalho! - queixou-se a flor ao céu do amanhecer, o qual tinha perdido todas as suas estrelas...


(Tagore)

segunda-feira, 21 de maio de 2007

É à noite que é belo acreditar na Luz.

(Edmond Rostand)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Não devemos dar demasiada atenção ao que os críticos dizem. Nunca foi erguida uma estátua em honra de um crítico.

(Sibelius)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O amigo do Sotix, para si vão saudações gratas pelos momentos de paz e beleza que nos faz interiorizar com os retalhos deslumbrantes deste planeta, captados pela sua objectiva.
Os textos explicativos são poeticamente belos, profundos...
Permita-nos um pequeno reparo somente na legenda do “Lion mourant” ou agonizando, atendendo à livre tradução.
Congratulamo-nos que tenha tido a ideia de visitar o Jardin des Glaciers e admirado essa obra de arte, a mais pungente da Suíça, segundo os entendidos. O escultor holandês Bertel Thorrwaldsen cinzelou num só bloco de pedra (1820) a heroicidade dos soldados/guardas lucernois mortos nas Tueleries a 10 de Agosto de 1702 para defender Luís XVI.
Eram muitos e muitos debandaram. Ficou um punhado de Lucernenses, paulatinamente tombando chacinados por honrarem o compromisso assumido - Helvetiorum Fidei Ac Virtuti
É belo e compungente este acto simbolizado no Lion mourant, trespassado no flanco esquerdo e segurando a flor-de-lis com a pata direita.. A sua permanente agonia desperta o torpor dos instalados e descomprometidos de honra e não os que “Certamente adormece(ram)u( na aula de Geografia”.
Continue a inebriar-nos de poesia e de deslumbrantes imagens. Um abraço.
Os Transmontanos
Nota: na PESSOAS- encontros culturais, n°11, pág. 46, vem também referenciada essa escultura.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Se não posso realizar grandes coisas, posso pelo menos fazer pequenas coisas com grandeza.

(Clarck)

quarta-feira, 25 de abril de 2007



Explicação do País de Abril


País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
Não fica em longes terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.

Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
e rua e sonho é dolorosa intimidade.

Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência

País de Abril é muito mais que pura geografia
e muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos como veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.

Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.

País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens o País de Abril.

Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha :
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.

Manuel Alegre

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Eu chorava por não ter sapatos até que um dia encontrei um homem que não tinha pés.

(Autor desconhecido)

domingo, 15 de abril de 2007

Os grandes artistas não têm pátria

Alfred de Musset

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 3 de abril de 2007

Aquele que procura o Céu na Terra certamente adormeceu na aula de geografia

(Stanislaw Jerzy Lec)

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Aquele que desperdiça o dia de hoje, lamentando o de ontem, desperdiçará o de amanhã, lamentando o de hoje.

(P.Raskin)

segunda-feira, 26 de março de 2007

Quando não se sabe para onde se vai, nunca se vai muito longe.
(Goethe)

segunda-feira, 19 de março de 2007

A hora vai voltar a mudar e o fim-de-semana fica mais curto, isto porque o tempo nunca pára.

quarta-feira, 14 de março de 2007

As pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes.
(Joseph F. Newton)

quinta-feira, 1 de março de 2007

Os navios estão a salvo nos portos, mas não foi para ficarem ancorados que eles foram criados.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Não há necessidade de escolher uma estação do ano predilecta. O que temos de fazer é desfrutar da beleza de cada uma delas.
(Evelyn Lauder)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

saudades destas luzes, até quando?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

as noites ainda são frescas nos arredores do lago

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

E quando o frio aperta, o lago fica assim...

E a navegação torna-se difícil.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

agora sim que está frio

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007


Visto que as temperaturas continuam altas para esta época do ano, o lago voltou a mudar.
Nota: os transmontanos já demonstraram serem bons em ortografia, mas continuam muito preguiçosos.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

O lago mudou

agora é quase assim

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Se o Paraíso existe, esta deve ser uma das portas de entrada !...


Posto de observação privilegiado das águas calmas deste lago pacífico...

terça-feira, 12 de setembro de 2006

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

domingo, 13 de agosto de 2006

O relógio da vida


segunda-feira, 3 de julho de 2006

Este lago está cada vez mais pacifico

sábado, 13 de maio de 2006



Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.
E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.
Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.
E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.
E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:
- Mãe!
E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.
Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:
- Mãe!
E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:
- Coragem!
Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).
E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:
- Bom dia!
era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.
Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:
- Bom dia!
de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.
Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:
- Bom dia!,
mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.
É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?
Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:
- Mãe!
A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?
Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.
Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.

(in Praça da Canção)
Copyright © Manuel Alegre

terça-feira, 25 de abril de 2006



Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre


Saudações de ABRIL !!!

Hoje e cumprindo um ritual de 20 anos, lá fui comprar os meus cravos vermelhos que partilho aqui convosco.

No dia em que o Presidente da República discursou na Assembleia sem cravo na lapela, que toda a direita ficou silenciosa na saudação aos militares de Abril presentes na assistência e em que só passados 22 anos se festeja de novo esta data em Marco de Canaveses, é necessário cultivar a memória desse Abril que pelos vistos não cabe na lapela de um presidente da Republica.


Sotix

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Olá! Bons estados de alma primaveris para todos os que mergulham nas pacíficas águas deste lago.

Hoje, umas certas ninfas vieram confidenciar que o Sotix fazia anos. Que bom! O tempo traz experiência e mais aptidão para saboreá-la. A vida é feita destes marcos existenciais e, pensando nós ser o Sotix quem é, não os ultrapassa indiferentemente.

Continue a ser autêntico como o tem sido. Continue a privar com os amigos e oxalá seja muito muito, muito, muito, muito, muito...(sem redundâncias) <bold>FELIZ</bold>

PARABÉNS!

Os Transmontanos

quinta-feira, 20 de abril de 2006


Eu não sei se vocês já alguma vez viram, mas eu já vi. Uma cama numa esplanada de um café. Penso que para se arranjar ali um lugar talvez seja preciso passar lá a noite... digo eu..
BEM OBSERVADO!!!

Na quarta feira , 4 de Maio, 2006, 2 minutos e 3 segundos
depois da 1:00 AM da manhã, as horas e o dia serão assim:
01:02:03 04/05/06 Isto nunca mais vai acontecer na sua vida.

sábado, 15 de abril de 2006

em nome dos clientes.. obrigado pela informação

esta ementa não tem muito por onde escolher mas mesmo assim sempre são DOIS pratos..
boa páscoa..

domingo, 9 de abril de 2006


Bem pessoal
Olhem bem para a foto e depois tentem descobrir o nome dela
A minha ajuda é : o nome dela começa pela letra “ V “ e acaba com a letra “ A “
Se disse Valéria... errou...

sábado, 1 de abril de 2006


bem ... eu se poder escolher acho que vou comer uma "francesinha" até porque não gosto de "entremeio" e a outra coisa da ementa não sei bem o que é..

aceitam-se encomendas para todas as quantidades desejadas..

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

alguém sabe aonde é que ficam estas montanhas? bem aqui vai uma pequena ajuda...
não estão muito longe do lago.
o amigo do sotix

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Há por aí alguém que me ajude a dizer aos candidatos mais à esquerda que, e por enquanto, esta campanha é só e apenas para a primeira volta.. a campanha da segunda volta ainda não começou.

 

O amigo do sotix