quinta-feira, 31 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
quinta-feira, 17 de maio de 2007
O amigo do Sotix, para si vão saudações gratas pelos momentos de paz e beleza que nos faz interiorizar com os retalhos deslumbrantes deste planeta, captados pela sua objectiva.
Os textos explicativos são poeticamente belos, profundos...
Permita-nos um pequeno reparo somente na legenda do “Lion mourant” ou agonizando, atendendo à livre tradução.
Congratulamo-nos que tenha tido a ideia de visitar o Jardin des Glaciers e admirado essa obra de arte, a mais pungente da Suíça, segundo os entendidos. O escultor holandês Bertel Thorrwaldsen cinzelou num só bloco de pedra (1820) a heroicidade dos soldados/guardas lucernois mortos nas Tueleries a 10 de Agosto de 1702 para defender Luís XVI.
Eram muitos e muitos debandaram. Ficou um punhado de Lucernenses, paulatinamente tombando chacinados por honrarem o compromisso assumido - Helvetiorum Fidei Ac Virtuti
É belo e compungente este acto simbolizado no Lion mourant, trespassado no flanco esquerdo e segurando a flor-de-lis com a pata direita.. A sua permanente agonia desperta o torpor dos instalados e descomprometidos de honra e não os que “Certamente adormece(ram)u( na aula de Geografia”.
Continue a inebriar-nos de poesia e de deslumbrantes imagens. Um abraço.
Os Transmontanos
Nota: na PESSOAS- encontros culturais, n°11, pág. 46, vem também referenciada essa escultura.
Os textos explicativos são poeticamente belos, profundos...
Permita-nos um pequeno reparo somente na legenda do “Lion mourant” ou agonizando, atendendo à livre tradução.
Congratulamo-nos que tenha tido a ideia de visitar o Jardin des Glaciers e admirado essa obra de arte, a mais pungente da Suíça, segundo os entendidos. O escultor holandês Bertel Thorrwaldsen cinzelou num só bloco de pedra (1820) a heroicidade dos soldados/guardas lucernois mortos nas Tueleries a 10 de Agosto de 1702 para defender Luís XVI.
Eram muitos e muitos debandaram. Ficou um punhado de Lucernenses, paulatinamente tombando chacinados por honrarem o compromisso assumido - Helvetiorum Fidei Ac Virtuti
É belo e compungente este acto simbolizado no Lion mourant, trespassado no flanco esquerdo e segurando a flor-de-lis com a pata direita.. A sua permanente agonia desperta o torpor dos instalados e descomprometidos de honra e não os que “Certamente adormece(ram)u( na aula de Geografia”.
Continue a inebriar-nos de poesia e de deslumbrantes imagens. Um abraço.
Os Transmontanos
Nota: na PESSOAS- encontros culturais, n°11, pág. 46, vem também referenciada essa escultura.
quarta-feira, 25 de abril de 2007

Explicação do País de Abril
País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
Não fica em longes terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
e rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência
País de Abril é muito mais que pura geografia
e muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos como veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.
Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens o País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha :
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Não fica nos terraços da saudade
Não fica em longes terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
e rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência
País de Abril é muito mais que pura geografia
e muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos como veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.
Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens o País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha :
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Manuel Alegre

domingo, 15 de abril de 2007
segunda-feira, 9 de abril de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
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